terça-feira, 22 de junho de 2010

Remédio para todo o mal


Faz um tempo que estou para escrever sobre amizade, mas a falta de tempo, vontade e inspiração não ajudaram...


Recebi hoje, de uma amiga, um e-mail fofo, que fazia menção a uma citação atribuída à Aristóteles que dizia: "A Amizade é uma alma com dois corpos"... me desculpe a presunção, caro filósofo, mas acho que tem mais corpos na jogada, a minha alma por exemplo, um pouco lasciva, é fato, se divide em vááááááááários corpos!


Semana passada encontrei algumas amigas, que não via há algum tempo, e num determinado momento, em que a lei anti-fumo me alijou do espaço comum, eu vi o grupo, como espectadora, e observei : um monte de loucas rindo, gritando e falando ao mesmo tempo, sem se escutarem e se divertindo muito....


E olhando minhas amigas, que já estão bem diferentes do quanto as conheci, algumas casadas, outras com filhos (inclusive na barriga), e todas com as responsabilidades que a vida adulta nos impõe, naquele momento, eram todas meninas pequenas brincando com suas amiguinhas, fazendo de um dia qualquer, um dia especial!


E amizade é isso, é fazer um momento comum um momento único. É assim que eu me sinto quando estou com meus amigos, sinto tal plenitude, que não tem fluoxetina que substitua!


E para os males da humanidade deveríamos prescrever amizade! Dor de estômago, chore no ombro do amigo, duas ou mais vezes ao dia até melhorar; dor de cabeça, alugue o amigo por horas no telefone e se persistirem os sintomas, ligue para outro amigo e desabafe tudo de novo, e para dor de cotovelo, amigo em doses múltiplas e um pouco de chocolate, afinal amigos não fazem milagres....


E no final das contas nossos amigos estão sempre lá, seja para dar boas risadas, lembrar os velhos tempos, chorar as mágoas, desabafar as frustrações ou falar futilidades, eles estão junto para dividir conosco os melhores e piores momentos de nossas vidas, porque é sempre melhor ter alguém do lado para compartilhar as nossas emoções!


Bjus e me liguem amigos, porque a minha alma lasciva agradece!

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Eu prefiro as águias!

Minha amiga foi picada por uma jararaca! Juro!! Sei que parece piada, mas não é... Estava ela, no fim do mundo, feliz e saltitante, fazendo trilha, com sua invejável disposição para passeios ecológicos, quando sentiu uma dor "selvagem" na perna, olhou para baixo e viu a cobra toda feliz. Seu marido, e herói - no meu ponto de vista, matou a cobra (e mostrou o pau - com o perdão do trocadilho) e lá se foi o passeio, pois foi necessária internação, antídoto, cuidados especiais e etc...

Nesta semana, almoçando com as amigas, eu a encontrei novamente, para o meu deleite, pois ela é uma companhia maravilhosa, e voltamos à história bizarra da cobra e depois de muitas risadas e surpresas, soube que este animal, mesmo morto, pode dar o bote!!! É isso, mesmo sem sua asquerosa cabeça pode injetar o veneno...bizarro além da conta.
Inclusive no caso da minha singular amiga, a cobra, depois de morta, se enrolou no braço do herói-marido, em reflexo involuntário......fiquei nude!

E com acontecimentos recentes eu percebi o quanto a analogia entre "cobra" e "humanos" é verdadeira.

É muito usada a expressão: "fulano é uma cobra" para designar as pessoas, como poderia dizer, traidoras, sem escrúpulos, etc....

E é isso, essas pessoas ficam lá quietas, não se fazem perceber e de repente...BAN (ou qualquer outra onomatopéia que o valha) dão o bote, certeiro e venenoso. E ainda que não nos mate, nos ferem e temos que nos tratar. Acontece que nem sempre temos antídotos para o veneno, ou pior, o veneno demora a aparecer e a cura da alma é muito mais difícil que a cura do corpo.

E igualmente como nos animais, essas pessoas, mesmo "mortas", lá no fundo do poço, sem perspectivas, injetam o veneno ou se enrolam em nossos braços, em uma tentativa desesperada de prejudicar, e só, pois já estão acabadas mesmo.

E o que mais me intriga é: Por que que as vítimas de cobras (inclusive as metafóricas) são sempre as pessoas de bem? A minha amiga é do bem, ama a natureza, ama os animais, é vegetariana, se preocupa com o futuro do mundo, é boa de coração e ....cobra nela! Se ainda fosse em mim...pelo menos já fiz por merecer umas cobrinhas...

E para não perder a esperança na humanidade, torço para que as águias (predadores naturais de cobras) sejam suficientes para evitar que o veneno se dissemine por aí e afastem as peçonhentas de nosso convívio. E rezo para que "Cassias" se multipliquem entre nós e façam o nosso mundo melhor e sejam mais fortes do que qualquer veneno!

Bju, me liga, amiga, porque você me faz ter esperanças.

Minha alma gêmea...

Até os 03 anos eu fui soberana, única filha e única criança de uma família grande e cheia de adultos. Era mimada por muitos, dentre eles, pai, primos, tias, madrinha....


Então um dia minha mãe aparece com uma boneca gordinha e linda, que se mexia sozinha e disse: "esta é a sua irmãnzinha!". E ao mesmo tempo que eu fiquei maravilhada em ter uma bonequinha só pra mim, percebi que não era mais soberana, nem tampouco o centro da atenção para a grande maioria.


E eu, com ações mini-malígnas, coloquei litros de "rinosoro" no nariz do bebê e também mordi suas costas, bem forte, mas, para o meu azar na época e sorte hoje, o bebê nada sofreu e seguiu feliz e saudável.


Então passado algum tempo, vi que a menina magrela de lindos cabelos, não oferecia mais tantos riscos e que eu podia amá-la muito e que ela seria sempre a minha bonequinha. Mas, meu fraco lado humano, mesmo amando a criatura, sentiu "inveja" dos bons atributos dela e lhe picotou a franja perfeita que lhe caía sobre a testa, sem que ela sequer notasse a maldade. E também picotou o cabelo da "Barbie Hair" dela, mas dessa vez ela percebeu a maldade, já não era tão inocente...


E a infância transcorreu bem, sempre estávamos juntas, com alguns episódios maldosos da minha parte, como sempre, mas éramos grandes companheiras.


Acontece, que eu me tornei adolescente e ela ainda era uma criança e aí danou-se: foi antipatia recíproca, eu a considerava uma fedelha toda certinha que achava que era minha mãe e ela me achava uma adolescente babaca, sem limites e rebelde. Pensando hoje, tínhamos tudo para nos afastarmos ali, mas eu a amava e sei que ela também me amava....


Até que eu dia...Nem sei direito como, voltamos às boas pois falávamos a mesma língua, tínhamos os mesmo interesses, amigos em comum, enfim, crescemos de tamanho e maturidade. E nos unimos como nunca havia sido antes e meu amor por ela aumentou milhões de vezes, se é que isso era possível.


E ela se tornou a minha companheira inseparável, a minha amiga para as horas boas e ruins, com quem eu sei que posso contar não importa quando, onde, nem porque, e que me ama e me aceita como eu sou.


Ela é o meu ponto de equilíbrio, ela é o Superego, eu sou o Id, ela é o Yang e eu sou o Yin e com ela eu sou completa, e é por isso que não posso imaginar minha vida sem a minha bonequinha, que ainda tem o cabelo mais lindo que o meu.


E sou muito agradecida à minha mãe que me deu um dos melhores presentes do mundo: Uma irmã, no melhor sentido da palavra, que eu sozinha, não teria escolhido melhor!


Bju me liga, irmã, porque você me faz ser uma pessoa melhor!

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Meu Herói!


Eu falo muuuuito palavrão! Esta é uma herança do meu pai. A outra, sem dúvidas, é ser corinthiana....


Meu pai é um italianão, boca suja, corinthiano, por ironia, engraçado, falastrão e pavio curto.


Quando eu era pequena, olhava pra ele e pensava: " Ele é o meu herói" - Ele dobrava a tampa de metal do refrigerante com apenas dois dedos (como era forte!) e trazia figurinhas todos os dias e às vezes papel de carta (como era rico!) e era sempre muito gentil, carinhoso e eu invejava seus lindos olhos verdes!


E eu cresci e vi que ele nem era tão forte, nem nada rico (para o meu azar), mas continuou sendo o meu herói, porque do lado dele eu ainda me sinto muito feliz!


E perto dele não há bala perdida, corrupção em Brasília ou sequestro relâmpago, nada pode me alcançar quando estou com o meu herói!


Hoje, meu herói, é um respeitável senhor de quase 70 anos, muito bonito por sinal, que continua boca suja e corinthiano e continua fazendo a minha vida confortável e feliz.


E me lembro de todos os domingos que ele levava à mim e minha irmã ao parque, teatro ou cinema, e, alguns anos depois, todos os jogos do Corinthians que assistíamos juntos e xingávamos os juízes ou comemorávamos um gol.


E fico feliz de ver que, apesar de todas as fantasias da infância, meu pai, na vida real, é o meu herói!


Bju, me liga, principalmente se for pra falar mal do "parmera"

A palavra mais usada


Pra quem me conhece e leu o título com certeza deve achar que eu iria falar sobre palavrão, porque sou muito "boca suja".

Mas a palavra que eu mais falei em toda a minha vida foi "MÃE"! Sem dúvidas, em todos estes anos de vida, "mãe" foi a palavra mais usada.

Nos meus primórdio era : "Mãe, o nenê tá chorando"; "Mãe, compra este?"; "Mãe, terminei...vem me limpar?".

Cresci um pouco e o "Mãe, alguma coisa" continuou: "Mãe, olha a Carol"; "Mãe como nascem os bebês?"; "Mãe, fiz o meu coque sozinha!".

E alguns anos depois: "Mãe, posso ir na 'Up and Down'? O pai da fulana leva!"; "Pô, Mãe, todo mundo vai..."; "Mãe, não sei como, mas tirei zero em física..."; "Mãe, este cigarro não é meu!".

Eu mudei, muitas coisas mudaram mas continuei usando a mesma palavra: "Mãe (chorando), terminei meu namoro"; "Mãe, vou pra praia no findi"; "Mãe, tenho certeza que este emprego vai ser meu.".

E um dia eu disse: "Mãe, vou se mãe!" E hoje eu entendo quase tudo o que ela disse, fez e passou para me criar, me dar bons princípios e me preparar para o mundo. E depois de 33 anos eu ainda uso muitos "mãe" e adoro, porque quando eu falo esta palavrinha, de apenas 03 letras, eu me sinto segura, acolhida e amada.

"Mãe, eu te amo" - essa eu uso sempre!

Bju, me liga, pra eu poder falar "mãe" de novo, que é tão bom...

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Pequeno Grande Amor!!!



Não sei, mesmo, mas hoje eu olhei o meu filho e vi que ele cresceu muito, já vai fazer 07 anos, tem personalidade própria, desejos, opinião, enfim, é uma pessoinha, e isso dá medo, muito medo!

Cada dia que passa ele depende menos de mim e eu já não posso protegê-lo tanto dos males do mundo e da humanidade. Ele, mesmo nesta idade, já passa por situações constrangedoras, desagradáveis, felizes, emocionantes, já tem sentimentos e consegue, ou não, lidar com eles com a grandeza que só as crianças tem... Ele já é sábio, no alto dos seus quase 07 anos.

E eu, cada dia que passa, sou mais expectadora do que personagem nesta nova vida que está se formando. E ao mesmo tempo é gratificante e emocionante ver que meu filho está se tornando um ser de caráter e do bem, mas é muito difícil deixar o meu bebê (afinal ele será sempre o meu bebê) crescer, apreender, chorar, sofrer, amar, enfim, viver.

E dá muitas saudades de quando eu podia suprir todas as suas necessidades (Basicamente mamar, dormir, banho e trocar fralda) e confortá-lo e protegê-lo sempre.

Hoje eu sou coadjuvante da história dele e estou aí pro que der e vier e para conduzi-lo pelo caminho certo que, a cada dia, ele anda cada vez mais independente.

Quando dizem que a maternidade não é fácil, pensamos nas coisas mais simples como o trabalhão que é cuidar de alguém , ou as noites não dormidas, ou ainda o custo, elevadíssimo, de ter um filho. Mas eu acho que o mais difícil da maternidade é deixar seu filho crescer, amadurecer e tornar-se uma pessoa.

O meu amor por ele é tão grande, que contra meu instinto, que manda protegê-lo de tudo, eu me vejo na obrigação de libertá-lo, com sabedoria, pra essa vida que é louca, mas é tão boa!!!

Filho, eu só te peço que viva muito, com muito amor, saúde, realizações e um pouco de sofrimento e um pouco de juízo e que não se importe de ser sempre o meu bebê!

Te amo mais que coca gelada no verão!

bju e me liga, sempre, pois eu morro de saudades de você...

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Virada no Jiraya!


Estava de TPM. Tadinho do Thiago, do Muri e do Júlio.... Por isso fiquei alguns dias sem escrever. TPM é uma coisa muito triste, eu me transformo no ser humano mais miserável, infeliz, sofredor e violento que existe na face da terra!


Neste período, eu tenho o pior emprego, o pior marido, o pior filho, os piores amigos, a pior vida, o pior humor....


Se me liga, por que ligou? Se não liga, por que não ligou? E assim vai... tudo é horroroso, até o mundo muda de cor, de jeito... Aí, começo a pensar, e quando chego a conclusão que nada mais vale a pena, vou até o calendário, faço as contas e vejo que na verdade estou virada no Jiraya por causa da TPM.


Aí não tem jeito, tenho que esperar estes dias e a cada minuto que tenho ímpeto assassino de matar estranhos, com requintes de crueldade, só porque furaram uma fila, ou me fecharam no trânsito, eu respiro fundo e penso: "Calma, Calma...a TPM é só atenuante..... ". Pausa para pequena explicação para os não advogados: em caso de homicídio, influenciado por forte emoção, TPM, no caso, a pena pode ser diminuida, atenuada, mas será aplicada de qualquer forma"


Mas então, como num passe de mágica, tudo passa e minha vida volta a ser normal e eu passo a amar os meus amigos, meu filho, meu marido....E os estranhos FDP que furam fila e me fecham são apenas xingados e, beleza, não lhes desejo mais uma morte lenta e dolorosa....


E posso voltar ao meu normal, que não é nada normal, e ver que a vida é ótima e que eu gosto muito dela!!!


Bju, me liga que irei atender com prazer pois a TPM passou